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Mulheres no tatame e na história do judô brasileiro

“É feio mulher lutar” não, não amigo… aqui no Brasil elas não só lutam como deixam legados.

08/03/2023 às 09h21 Atualizada em 09/03/2023 às 07h39
Por: LEANDRO GEORGETE
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Foto: Emanuele Di Feliciantonio/IJF
Foto: Emanuele Di Feliciantonio/IJF

O que seria do judô brasileiro sem as mulheres? Falo sem dúvida alguma que não seria o que é hoje em dia. As judocas foram tão fortes na trajetória, que atualmente o que mais chama atenção é a capacidade de renovação da seleção brasileira no feminino.

Podemos dizer que essa tradição começou em 1995 com a primeira medalha de uma brasileira no Mundial. Danielle Zangrando fez história em Tóquio e podemos dizer que foi uma das pioneiras, abrindo mais espaços às mulheres dentro do judô.

Em 1997 foi a vez da grande judoca, Edinanci Silva, ficar com o bronze no mundial. Edinanci que inclusive, que pouco tempo antes de uma participação olímpica foi submetida a cirurgias pela sua condição de intersexo, e obrigada a realizar testes para comprovar sua feminilidade. 

Mas mesmo com diversas complicações em sua vida de atleta, quando entrava no tatame destruía. Foi assim no Mundial em 2003 também, onde ficou novamente com o bronze.

Como não lembrar da primeira medalhista na categoria individual de uma Olimpíada? Ela mesma, Ketleyn Quadros. A judoca colocou o nome na lista das maiores com um bronze em Pequim que demonstrou a grandeza e superação do esporte feminino no Brasil, deixando um legado que até hoje é lembrado.

Diversos outros nomes importantes para o judô brasileiro, como Érika Miranda, Rosicleia Campos, Maria Suelen Altheman, a grande Maria Portela, que se aposentou agora pouco, são sinônimos de grandeza, força e de coragem. Coragem de estarem a frente de um dos maiores países do mundo e não abaixarem a cabeça pra ninguém.

Sarah Menezes e Rafaela Silva, multi-medalhistas em mundiais, inclusive a Rafa é bicampeã do mundo, campeãs olímpicas. Peças fundamentais em toda a história do judô brasileiro. Mayra Aguiar, gaúcha que conquistou o mundo três vezes, além das outras diversas medalhas, e sem menosprezar as três medalhas de bronze em Jogos Olímpicos.

Tudo isso só para falar que as mulheres estão dominando, e isso é bom. É bom elas dominarem porque assim vemos um grande futuro no desporto brasileiro. No judô já percebemos que nos últimos anos, quem vem conquistando mais medalhas são elas… em outros esportes, se isso já não acontece, vai começar a acontecer já já.

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