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Sul-americana Copa Sul-Americana

BICAMPEÃO! Athletico vence o Bragantino e conquista a Copa Sul-Americana

Furacão se iguala aos argentinos Boca Juniors e Independiente como os maiores campeões do torneio

20/11/2021 às 18h56 Atualizada em 20/11/2021 às 19h07
Por: GUILHERME DIAS
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Foto: Gustavo Oliveira
Foto: Gustavo Oliveira

Club Athletico Paranaense é campeão da Copa Sul-Americana pela segunda vez na sua história! Em um jogo disputado, suado, e sofrido, o rubro-negro lutou contra todas as suas dificuldades e com muita garra, provou ser o Furacão das Copas, vencendo o Bragantino por 1x0 para levar pela segunda vez a taça da Sul-Americana para casa.

A distância de 1.500km e os preços altíssimos para viagem não foram problema para os torcedores que estiveram presentes no Estádio Centenário, em Montevidéu, capital do Uruguai e presenciaram uma bela partida de final de campeonato. O Furacão, que já vinha da experiência de ter levantado o troféu em 2018, soube controlar o nervosismo e sou resistir a força da equipe do Massa Bruta para se sagrar campeão.

Técnico campeão com apenas um jogo

O técnico Alberto Valentim, que foi anunciado um dia após a classificação do Furacão para final, precisou de apenas uma partida para se sagrar como campeão. Título de expressão tido como sonho pelo treinador, que jogou pelo clube nos anos de 96 a 99 e de 2008 a 2009, conquistando uma seletiva para Libertadores e um Campeonato Paranaense. 

Maiores vencedores da Sul-Americana

Com a vitória de hoje, o Athletico se iguala ao Boca Juniors e Independiente como os maiores vencedores da Copa Sul-americana.

O Boca Juniors venceu nos anos de 2004 e 2005, enquanto o Independiente foi campeão em 2010 e 2017. O Furacão ergueu a primeira taça em 2018 após vencer o Junior Barranquilla nos pênaltis. O título do Furacão também ajudou o Brasil a diminuir a diferença da Argentina entre os títulos da competição. Agora os hermanos foram nove vezes campeão contra seis dos times brasileiros.

O Jogo

A final mais brasileira da história da Copa Sul-Americana começou com o Bragantino tendo mais pose de bola e dominando mais o jogo, tendo o Athletico mais recuado e apostando nos contra-ataques.

Os primeiros 15 minutos de partida foram de muito estudo das duas equipes. O cenário começava a se desenhar com o Bragantino chegando firme no ataque, e o Athletico apostando numa transição mais rápida no contra-ataque.

Apesar do Bragantino começar com mais posse de bola e dominando o jogo, o Athletico era mais perigoso nos contra-ataques.

As duas equipes se estudavam muito e sofriam com o calor em Montevideu. Aos 15 minutos o zagueiro Fabrício Bruno, do Bragantino, fez falta dura em Renato Kayzer e tomou o primeiro amarelo da partida. Quatro minutos depois, a primeira grande chance do jogo, até então, veio com Cuello, o argentino pegou o rebote do escanteio, bateu colocado e passou rente a trave de Santos.

Mas logo o Furacão respondeu, aos 21 minutos Terans bateu da intermediária no canto de Cleiton, que espalmou para fora.

Golaço para abrir o placar da final

A partida seguia bem equilibrada, até que, antes do relógio marcar 30 minutos, o Furacão abriu o placar com uma pintura de Nikão. Terans recebeu um lindo lançamento na esquerda e bateu cruzado, forte, o goleiro Cleiton espalmou, e Nikão acertou um lindo voleio para balançar a rede pela primeira vez no Centenário de Montevidéu. 1x0 Athletico.

Após abrir o marcador,  o Athletico continuou indo para cima. O Bragantino pareceu sentir o gol, e só voltou chegar ao ataque 10 minutos depois. No cruzamento de Helinho, Ytalo cabeceou forte mas o meio do gol, para a defesa fácil de Santos. 

Helinho era o principal jogador do time de Bragança Paulista. Chegava no ataque e conseguia rodar a bola para seus colegas. Aos 40 minutos arriscou um chute forte de fora da área, que Santos conseguiu segurar.

Pelo lado athleticano, Terans conseguia transitar bem pelo meio, levando a bola para o ataque. Destaque para um lindo chapéu que o uruguaio aplicou em Jadsom perto do fim da primeira etapa.

2º Tempo

A segunda etapa começou com o Athletico tendo mais iniciativa de jogo, com o intuito de definir de vez a final. Logo aos 5 minutos em um contra-ataque, Nikão encontrou Terans na área que ajeitou de peito para Cittadini, o meia acabou pegando e a bola saiu a direita do gol.

Depois do bom início do Furacão, o Bragantino começou a dominar a partida e abusar de bolas aéreas no ataque, todas bem cortadas pela zaga rubro-negra. Aos 20 minutos, o Massa Bruta teve sua primeira grande chegada no segundo tempo, quando Edimar cruzou rasteiro na área, Praxedes fez o o pivô e tocou para Artur chutar colocado para fora.

Ataque x defesa

A partida esfriou, e o time paulista chegou a bater 70% da posse de bola. Alguns jogadores do Athletico começaram a sentir dores, e acabavam parando o jogo para ganhar atendimento médico. O jogo virou ataque x defesa, com os 11 do CAP atrás do meio campo.

Kayzer caiu no gramado e pediu substituição, Alberto Valentim então resolveu mexer na equipe três vezes de uma só vez. Pedro Rocha no Renato Kayzer, Zé Ivaldo no lugar de Nico Hernández e Christian na posição de David Terans. Barbieri respondeu na mesma medida, e mudou colocando Luan Cândido no lugar de Edimar.

Minutos finais de tensão

O final da partida foi se aproximando e enquanto Alberto Valentim fechou o Athletico, Mauricio Barbieri tentou colocar o Massa Bruta mais ao ataque de olho no empate. Aos 41 minutos, Léo Ortiz cabeceou por cima do travessão após cobrança de escanteio, assustando a torcida athleticana no Centenário de Montevidéu.

Enquanto o Bragantino ia para cima, o Furacão buscava no contra-ataque a chance de matar o jogo, aos 45 minutos, após boa troca de passes Pedro Rocha arriscou e chutou por cima do gol sem assustar Cleiton. Aos 48 minutos mais um escanteio para o Bragantino e mais uma chance desperdiçada, Leandrinho cabeceou livre e pra fora.

O Bragatino ainda tentou atacar o rubro-negro, mas a defesa rubro-negra consistente conseguiu se segurar para garantir a vitória do Furacão, e trazer o bicampeonato pra casa. Fim de jogo, Athletico 1x0 Bragantino.

 

FICHA TÉCNICA

Data: 20 de novembro de 2021 (sábado)

Horário: 17h (horário de Brasília)

Estádio: Estádio Centenário (Montevidéu/Uruguai)

Árbitro: Andrés Matonte-URU

Assistentes: Martín Soppi-URU e Carlos Barreiro-URU

VAR: Leodán González-URU

 

Cartões amarelos: Fabrício Bruno (Bragantino), Léo Cittadini (Athletico), Abner (Athletico), Erick (Athletico), Aderlan (Bragantino),

 

GOLS:

Athletico: Nikão, aos 28 minutos do 1T.

 

Athletico: Santos; Pedro Henrique, Thiago Heleno, Nicolás Hernández (Zé Ivaldo); Marcinho, Erick (Fernando Canesin), Léo Cittadini (Nicolas), Abner; Nikão, Terans (Christian) e Renato Kayzer (Pedro Rocha).

Técnico: Alberto Valentim

 

Bragantino: Cleiton; Aderlan, Fabrício Bruno, Léo Ortiz, Edimar (Lucas Cândido); Jadsom, Praxedes (Gabriel Novaes), Cuello (Alerrandro); Artur (Leandrinho), Ytalo (Hurtado) e Helinho.

Técnico: Maurício Barbieri

 

*Colaboraram - Danilo Georgete e Leandro Georgete

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