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Sul-americana Copa Sul-Americana

Athletico vence o Peñarol na Arena e chega a sua segunda final de Sul-Americana

Nikão e Pedro Rocha foram os herói da classificação para carimbar o passaporte rubro-negro para Montevidéu

30/09/2021 às 21h08 Atualizada em 06/10/2021 às 11h32
Por: GUILHERME DIAS
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Foto: Franklin Freitas
Foto: Franklin Freitas

O Athletico Paranaense recebeu a equipe do Peñarol na noite desta quinta-feira (30), na Arena da Baixada, para a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. Fazendo valer o mando de campo, o rubro-negro soube se impor e venceu a partida com autoridade por 2x0, carimbando o passaporte para a final da competição

Mesmo não podendo entrar no estádio, por conta da decisão do presidente Mário Celso Petraglia, a torcida athleticana fez um lindo espetáculo do lado de fora, na chegada do time com uma cortina de fogo, dando mais motivação para a equipe buscar o resultado. Amargando mais uma derrota, a equipe uruguaia se tornou freguesa do Athletico, nos últimos seis jogos entre as equipes, são 5 vitórias para o lado brasileiro e apenas 1 para os uruguaios.

A Grande Final

A partida decisiva acontece na cidade de Montevidéu, no Uruguai, no dia 20 de novembro, contra a equipe do Bragantino, que também se classificou também com duas vitórias na semifinal. Essa é a segunda vez que o Furacão chega a final do campeonato, na última vez, em 2018 contra o Júlio Barranquilla, o rubro-negro saiu com o título.

O Jogo

A partida começou com a equipe do Peñarol propondo o jogo e buscando o gol athleticano. Logo aos 5 minutos, Gargano descolou o lançamento pra área, Facundo Torres apareceu por trás da zaga na pequena área e desviou pra fora. O Furacão foi responder aos 9, com uma boa jogada pelo meio, após a troca de passes, a bola sobrou nos pés de Bissoli, que bateu forte,  para defesa de Dawson.

O jogo seguia bem disputado, com as duas equipes buscando o ataque. Aos 20, Ceppelini recebeu lançamento na frente, ajeitou o corpo e chutou de longe, pra longe. 

Nikão, o predestinado

Quando Peñarol parecia querer gostar do jogo, veio o contra-ataque mortal. Terans pegou o rebote de um escanteio e partiu em direção ao ataque. O camisa 20 arrancou em um pique só da defesa para o ataque e rolou para Nikão que chegava na entrada da área, o meia ajeitou e mandou uma bomba no canto, sem chance para o goleiro. Placar aberto na Arena, 1x0 Athletico.

Perdendo por 3x1 no agregado, os Carboneros precisavam do gol e se atiraram ao ataque. Aos 26, após uma confusão na área, a bola sobrou no alto para Santos, que defendeu, mas soltou a bola. Martínez pegou o rebote e mandou no travessão.

Santos, o salvador

Até que aos 29, em outa boa jogada, a bola sobrou para Juan Ramos, que foi derrubado por Erick dentro da área, pênalti para o time uruguaio. Após checar mais de 4 minutos de checagem no VAR, e um principio de confusão no campo, o árbitro Jesus Valenzuela marcou o penal. Ceppelini foi para a cobrança e bateu no meio do gol, Santos o goleiro da seleção brasileira não tirou os pés do chão e defendeu a cobrança!

Na reta final da primeira etapa as duas equipes ainda tiveram boas chances de mexer no placar, mas não tiveram êxito, a última aconteceu aos 47, com Bissoli encarando a marcação e tentando bater no gol, mas Dawson bem colocado defendeu. Fim de primeiro tempo, Athletico 1x0 Peñarol.

2º Tempo

A segunda etapa começou como terminou a primeira, com o a equipe aurinegra no ataque. O rubro-negro passou a valorizar a posse de bola e trocar passes no meio de campo para segurar mais o jogo. Aos 11 minutos, o técnico Mauricio Larriera fez a primeira mudança na equipe, colocando Valentín Rodríguez e Ariel Nahuelpán (ex-coritiba) em campo.  Paulo Autuori respondeu no mesmo minuto, tirando Bissoli e colocando Renato Kayzer na partida.

Na base do desespero, o Peñarol tentava chutar no gol. Ariel Nahuelpán encontrou Facundo Torres perto da meia-lua, que tentou o chute, mas Pedro Henrique chegou para travar. Ainda não contente com o resultado, Autuori decidiu mexer novamente e chamou Pedro Rocha no lugar de Terans e Léo Cittadini no lugar de Erick.

Aos 22 minutos, Abner recebeu bom lançamento de Pedro Rocha, invadiu a área e tentou tirar do goleiro, a bola bateu na rede pelo lado de fora, quase o 2º do Furacão. Aos 26, outra boa chegada, Nikão recuperou a bola na intermediária, aplicou uma meia-lua e tentou passar para Pedro Rocha, mas a bola foi curta. 

Para fechar o caixão

A partir daí, o jogo deu uma esfriada, o Peñarol tentava ficar com a bola, mas o Athletico era mais eficiente e ditava o ritmo da partida. E a posse de bola virou ataque. Aos 33 minutos, Nikão, o grande destaque da partida, recebeu a bola de Abner, avançou pela intermediária e rolou para Pedro Rocha, que limpou o zagueiro e estufoua rede Carbonera, era o segundo gol Furacão, e os pregos no caixão do Peñarol. Athletico 2x0.

Mesmo com a vantagem de 4x1 no agregado, o rubro-negro seguia incansável, aos 38 minutos, Kayzer recebeu na entrada da área, girou em cima da marcação, mas acabou chutando pra fora. Com 41, Lucas Fasson, que havia acabado de entrar, tentou mais uma, mas chutou fraco, sem direção.

Já sem forças, o Peñarol ainda tentou aos 44, Trindade arriscou da entrada da área, nas mãos de Santos. Não restando tempo para mais nada. Fim de papo na Arena, Athletico 2x0 Peñarol e classificado para a grande final.

 

FICHA TÉCNICA

Data: 30 de setembro de 2021 (quinta-feira)

Horário: 21h30 (horário de Brasília)

Estádio: Arena da Baixada (Curitiba/PR)

Árbitro: Jesus Valenzuela (VEN)

Assistentes: Tulio Moreno (VEN) e Lubin Torrealba (VEN)

VAR: Mauro Vigliano (ARG)

 

Cartões amarelos: Álvaro Martínez (Peñarol), Juan Ramos (Peñarol), Zé Ivaldo (Athletico), Canobbio (Peñarol),

 

GOLS: 

Athletico: Nikão, aos 23 minutos do 1T. Pedro Rocha, aos 33 minutos do 2T.

 

Athletico: Santos; Pedro Henrique, Thiago Heleno, Zé Ivaldo (Nicolas); Marcinho, Erick (Léo Cittadini), Richard (Lucas Fasson), Abner; Nikão, David Terans (Pedro Rocha) e Guilherme Bissoli (Renato Kayzer).

Técnico: Paulo Autuori

 

Peñarol: Dawson; Giovanni González, Carlos Rodríguez, Kagelmacher, Juan Ramos (Valentín Rodríguez); Trindade, Canobbio, Gargano, Ceppellini (Ariel Nahuelpán), Facundo Torres (Laquintana) e Álvarez Martínez

Técnico: Mauricio Larriera

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