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O que esperar do Judô brasileiro nos tatames da Budokan em Tóquio?

Faltam nove dias para a abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, e o Judô, como sempre, chega com esperanças de medalha na edição

14/07/2021 09h17 Atualizada há 2 semanas
Por: LEANDRO GEORGETE
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Faltam pouquíssimos dias para entrarmos nos tatames olímpicos em Tóquio junto com os atletas do Judô. Mas mesmo indo com uma equipe de 13 pessoas em 14 categorias, o que podemos esperar do Brasil? Quais são as chances de medalhas em cada categoria? Vem comigo que vou falar quais podem ser as medalhas e as surpresas brasileiras na edição japonesa das Olimpíadas.

 

Peso Ligeiro:

 

Nos pesos ligeiros temos representantes no masculino, até 60kg e no feminino, até 48kg. Dois atletas do Clube Pinheiros de São Paulo, que nas últimas semanas foram treinados por dois super atletas e bimedalhistas olímpicos, Tiago Camilo e Leandro Guilheiro

 

Eric Takabatake ocupa a 14ª posição no ranking e não entra como cabeça de chave. Para chegar nas disputas de medalha provavelmente irá enfrentar um forte candidato ao pódio e poderá sofrer para ganhar. Apesar disso, o judoca de 30 anos talvez possa chegar a uma disputa por medalha, mas o caminho será bem complicado. 

 

Já a estreante em Olimpíadas, assim como Takabatake, Gabriela Chibana, de 27 anos, ocupa a 26ª posição no ranking e corre o risco de enfrentar judocas fortes e experientes logo na sua primeira luta. O caminho também será bem difícil.

 

Peso Meio-Leve:

 

Na categoria meio-leve, no masculino até 66kg e no feminino até 52kg, os dois representantes do Brasil são jovens e promessas para o futuro. Daniel Cargnin, de 23 anos, chega para seu primeiro Jogos Olímpicos podendo surpreender e chegar nas disputas de medalhas. O judoca da Sogipa tem um Judô agressivo e é o 13º do ranking. Em 2017 Cargnin foi campeão Mundial sub 21, e no ano seguinte ficou em quinto lugar no Mundial sênior. Infelizmente perdeu o último Mundial por ter contraído Covid-19 durante a preparação.

 

Já no feminino, a judoca Larissa Pimenta, de 22 anos, chega como a 14ª do ranking. Apesar de não ter se dado muito bem nos últimos Campeonatos Mundiais, Pimenta é uma promessa do judô brasileiro e pode sim surpreender e brigar por medalha já em sua primeira Olimpíada.

 

Peso Leve:

 

No peso leve, infelizmente, só teremos um representante, que é no masculino, até 73kg. Eduardo Barbosa é atual 34º do ranking e só conseguiu garantir a vaga em Tóquio através da cota continental. No último Campeonato Mundial enfrentou em sua segunda luta o georgiano Lasha Shavdatuashvili, atual campeão mundial e medalha de bronze na Rio 2016. O caminho para o pódio será bem complicado, já que pode enfrentar grandes atletas, como Shavdatuashvili logo em seu primeiro confronto.

 

No feminino não teremos representantes, já que a jovem judoca, Ketelyn Nascimento não conseguiu a classificação. Vale lembrar que mesmo sem lutar desde outubro de 2019, a atual campeã olímpica, Rafaela Silva estaria classificada para Tóquio, ocupando a 21ª posição no ranking mundial. Se não fosse condenada a dois anos de suspensão por doping, Rafa estaria defendendo seu título na Budokan.

 

Peso Meio-Médio: 

 

No peso meio-médio podemos ter surpresas e talvez uma esperança de medalha. No masculino, até 81kg, o Eduardo Yudy Santos, atual número 24 do ranking, que nasceu no Japão e vai lutar em casa, pode surpreender e bater de frente com alguns fortes judocas. Mesmo sem nenhum resultado expressivo nos últimos anos, Eduardo está sempre fazendo ótimas lutas com atletas de ponta e top 10 do ranking.

 

No feminino pode ser a primeira chance verdadeira de medalha para o Brasil. A primeira brasileira medalhista individual em Olimpíadas, Ketleyn Quadros, volta a disputar um Jogos depois de conquistar o bronze em Pequim 2008. A experiente judoca de 33 anos teve bons resultados nas últimas competições. Uma prata em Grand Slam e um 5º lugar no Campeonato Mundial. A brasileira chega como a 8ª do ranking mundial e 5ª no ranking olímpico, sendo uma candidata a subir no pódio. Esperamos que não só repita o feito de 2008, mas também suba dois degraus e alcance o ouro olímpico. 

 

Peso Médio: 

 

No peso médio temos dois brasileiros vindos diretamente do Rio Grande do Sul, mais precisamente dos tatames da Sogipa. No masculino, até 90kg, Rafael Macedo, e no feminino, até 70kg, Maria Portela

 

Rafael Macedo, que foi campeão Mundial sub 21 em 2014, não acumula muitos resultados expressivos no circuito adulto. Está sempre enfrentando judocas duros, chegando para seu primeiro Jogos Olímpicos como o 19º do ranking, por isso o caminho para a medalha em Tóquio será mais difícil. 

 

No feminino, a experiência de Maria Portela pode contar muito para conseguir alcançar a sua primeira medalha olímpica. Em sua terceira Olimpíada, Portela chega como cabeça de chave, sendo a 7ª no ranking olímpico. Então provavelmente chegará nas quartas de final, onde pode enfrentar adversárias mais duras, que até mesmo já venceu. Ela ficou em 7º lugar no último Mundial, mas chega forte para brigar por medalha em Tóquio.

 

Peso Meio-Pesado: 

 

No peso meio-pesado teremos Rafael Buzacarini, no masculino até 100kg, e no feminino a experiente, bimedalhista olímpica (bronze em 2012 e 2016) e bicampeã mundial (2014 e 2017), Mayra Aguiar até 78kg. Buzacarini chega para a sua segunda edição de Jogos como o 17º do ranking mundial, podendo fazer frente com fortes adversários, mas tendo seu caminho bem complicado para conquistar a medalha.

 

Já a gaúcha Mayra Aguiar chega para a sua quarta edição de Jogos Olímpicos com apenas 29 anos, sendo a 8ª no ranking mundial e uma forte candidata a subir no pódio, podendo fazer história. Na opinião do colunista, uma das, senão a maior judoca de todos os tempos do Brasil, juntando masculino e feminino em termos de título. Mayra pode se tornar a primeira judoca a conquistar três medalhas olímpicas, feito que só pode ser igualado ou superado por Rafael Silva nesta mesma edição.

 

A gaúcha vem de uma cirurgia no joelho, e mesmo lutando apenas o Campeonato Mundial e perdendo na segunda rodada, Mayra é forte candidata até mesmo para levar o ouro. Esperamos que suba no lugar mais alto do pódio e complete sua coleção de medalhas.

 

Peso Pesado:

Nos pesos pesados o negócio fica mais sério e a chance de medalha aumenta no último dia de competições no individual. No masculino teremos o experiente e também bimedalhista olímpico (bronze em 2012 e 2016) , Rafael Silva, o Baby, na categoria mais de 100kg. O judoca de 34 anos chega para talvez a sua última Olimpíada como 7º colocado do ranking mundial. Baby ficou em 5º lugar no último Mundial, mas é uma grande esperança de medalha, já que seu ciclo olímpico foi muito bom, com medalhas em Grand Prixs, Grand Slams e no Mundial de 2017, apesar de ter brigado por medalha em 2019 e 2021 também. 

 

Rafael pode conquistar sua terceira medalha olímpica no individual, e caso isso aconteça e ele conquiste uma medalha na competição por equipes, pode se tornar o único judoca a ter quatro medalhas em Jogos Olímpicos.

 

No feminino seremos representados por Maria Suelen Altheman, na categoria mais de 78kg. Chega para sua terceira edição de Olimpíada como a 5ª no ranking mundial e na melhor forma, segundo ela. Conquistou a medalha de bronze no último Mundial, vencendo sua rival e líder do ranking pela primeira vez em diversos confrontos, a cubana Idalys Ortiz. Além do Mundial, a judoca de 32 anos conquistou o bronze em três Grand Slams neste ano de 2021. Chega como uma fortíssima candidata para subir ao pódio e trazer uma medalha para o Brasil.

 

Por Equipes:

 

Como em todo esporte coletivo, o brasileiro une forças e se supera. No Judô não seria diferente! 

 

Na estreia da competição por equipes no Judô em Jogos Olímpicos, o Brasil chega forte e pode brigar por uma medalha. Lutam no torneio as categorias femininas, até 57kg, até 70kg e mais de 70kg. Como a prova é mista, no masculino teremos as categorias até 73kg, até 90kg e mais de 90kg. 

 

É o atual 3º país do ranking mundial e já começa os confrontos com um 7º lugar garantido, nas quartas de final, junto com Japão, França e Rússia. No último Mundial, o Brasil voltou para casa com o terceiro lugar. Venceu o Cazaquistão por 4 a 3, perdeu por 4 a 0 para o Uzbequistão, venceu a Geórgia por 4 a 1 e na disputa de terceiro venceu a Rússia em um confronto eletrizante por 4 a 2. 

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