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Enfim, a volta do judô

“Até que enfim!” Essa foi a frase usada por mim quando deram o primeiro hajime no Grand Slam de Budapeste neste fim de semana. Alguns acham que a Federação Internacional esperou muito para essa volta, outros acham precoce, e eu acho que foi no momento certo.

26/10/2020 14h28
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Por: Redação
Enfim, a volta do judô

“Até que enfim!” Essa foi a frase usada por mim quando deram o primeiro hajime no Grand Slam de Budapeste neste fim de semana. Alguns acham que a Federação Internacional esperou muito para essa volta, outros acham precoce, e eu acho que foi no momento certo.

Vejam o judô como a maioria dos outros esportes tem muito contato físico. Há alguns meses atrás tínhamos casos e mais casos da Covid-19 no mundo inteiro. E talvez alguns países, como o Brasil por exemplo, não conseguiriam participar. Foi tão no momento certo, que vários países conseguiram treinar e se saírem bem no GS. O Brasil foi até Portugal, pela Missão Europa pra conseguirem treinar, já que aqui até dois meses atrás estávamos no pico de contágio da doença.

Mas falando de judô, a volta para o Brasil teve surpresas. Atletas como Larissa Pimenta e Eric Takabatake não tiveram um bom desempenho na volta. Larissa foi derrotada na primeira luta, pela experiente romena, Andreea Chitu. Takabatake perdeu na sua segunda luta para o brasileiro/português Rodrigo Lopes. O carioca Rodrigo foi contratado pelo Benfica ano passado, se naturalizou português e conseguiu sua primeira medalha em Grand Slam agora em Budapeste, uma alegria e tanto, não é mesmo?

Outros dois atletas que não saíram tão bem na competição foram os pesos pesados masculino, David Moura e Rafael Silva. Os dois estão em uma briga pela vaga olímpica. David lutou bem, mas teve muita dificuldade em encaixar seu estilo de luta contra o georgiano Levani Matiashivili e perdeu na segunda rodada. Já o Baby, perdeu nas quartas de final e na repescagem enfrentou o algoz de David. Começou melhor na luta, impôs dois shidôs no adversário, mas acabou caindo de wazari e sendo imobilizado, terminando a competição em 7º lugar.

Os destaques brasileiros ficam com os medalhistas na Hungria. São eles, Willian Lima, até 66kg, Maria Suelen e Beatriz Souza, ambas lutam no +78kg.

Willian que é atleta do sub21 ainda, está rodando muito bem no circuito sênior. Ano passado foi bronze no Grand Slam de Brasília e agora, conseguiu seu segundo bronze em Grand Slams. Willian lutou bem e com uma estratégia muito boa. Em todas suas lutas, com exceção da disputa de terceiro, a maioria dos golpes aplicados por ele foram o seoi invertido, ou o seoi coreano, como você preferir chamar. O golpe quando bem aplicado, é difícil de reverter e evitar a queda. Willian já tinha feito essa estratégia em lutas do Mundial sub21 ano passado, onde foi campeão.

Com esse terceiro lugar, Willian está na zona de classificação para os Jogos Olímpicos, porém, o brasileiro Daniel Cargnin está muito a frente, praticamente garantindo sua vaga.

As pesadas feminina não fizeram feio no Grand Slam. Maria e Beatriz, que assim como no masculino, também estão em uma disputa interna para ir as Olimpíadas. Beatriz está 342 pontos atrás de Maria o que deixa a disputa mais acirrada. As duas ficaram em terceiro lugar na competição, mas não se enfrentaram. O que poderia decidir a classificação, seria elas se enfrentarem em algum torneio, para ver quem sairia levando a melhor, e talvez mais pontos ao ranking.

Apesar de estar feliz com a volta das competições, eu fiquei um pouco triste ao assistir as lutas. Vejo que de uns tempos pra cá, o judô vem mudando cada vez mais. Não só em regras, mas também no decorrer da luta. Atletas estão cada vez menos buscando o ippon, e estão achando outras formas de se ganhar a luta. Não criticando ninguém, mas o mais bonito e o mais legal do judô é você ver aquele ippon, aquele golpe incrível que realmente faça valer a pena você acordar cedo e assistir o campeonato.

Foto: IJF/Gabriela Sabrau

 

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