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O que fazer para manter o equilíbrio?

O GP da Espanha, disputado no último domingo (16), que foi vencido por Lewis Hamilton, escancarou o abismo que temos na Fórmula 1. Lewis, que não foi ameaçado durante nenhum momento da prova, conquistou sua 88ª vitória da categoria e chegou a colocar uma volta no quarto colocado, Sérgio Perez, que p

19/08/2020 17h25
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Por: Redação
O que fazer para manter o equilíbrio?

O GP da Espanha, disputado no último domingo (16), que foi vencido por Lewis Hamilton, escancarou o abismo que temos na Fórmula 1. Lewis, que não foi ameaçado durante nenhum momento da prova, conquistou sua 88ª vitória da categoria e chegou a colocar uma volta no quarto colocado, Sérgio Perez, que perdeu tal posição justamente por atrapalhar a ultrapassagem do líder do campeonato, algo que o mexicano protestou.

Porém não estamos aqui para dar rações às lágrimas mexicanas e sim tentar enxergar uma luz no fim do túnel nesta diferença técnica que vemos na Fórmula 1, ou “Fórmula Mercedes”. A equipe alemã é dominante, venceu cinco das seis provas até então e tem como único “penetra” Max Verstappen. Com a volta de vantagem para a Racing Point na última corrida, podemos dizer que a Mercedes evoluiu seu carro não alguns segundos de um ano para outros, mas um segundo.

Isso torna a Fórmula 1 monótona e chata. A falta de emoção nas pistas afasta o público, que já está afastado em tempos de pandemia. Óbvio que a Liberty, uma empresa americana, não ia deixar barato. A partir da próxima corrida, em Spa, a Mercedes não poderá sua potência especial que utiliza nas qualificações, o chamado “modo festa”. A medida agradou os adversários, que esperam mais equilíbrio nas próximas etapas, e desagradou a equipe alemã, que diz que a FIA achou uma maneira de parar sua supremacia. E, de fato, a Mercedes foi punida por sua capacidade de ser boa demais em nome de uma harmonia entre os caros.

Apesar de parecer errada, a atitude é necessária. Algum outro poderá dizer “mas isso era normal na época do Senna” e sim, realmente era. Só que já se passaram quase três décadas desde então e não se pode comparar com o passado, a evolução é necessária. Ela está pronta, virá em 2022, mas enquanto ela não vem é preciso trabalhar com as ferramentas que se tem a mão. Por mais que pareça injusto para uns, será bem melhor poder presenciar corridas com, possíveis, emoções e disputadas de verdade pela ponta do grid.

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