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O nó tático existe fora das canchas

Quando nós ouvimos a palavra tática no esporte nossa mente (pelo menos a minha) traz a imagem de Joel Santana ou qualquer outro treinador de futebol folclórico com uma prancheta na beira do campo, para armar jogadas e buscar o resultado positivo. Se somarmos a palavra marcação, podemos ir ao basquet

15/08/2020 21h45
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Por: Redação
O nó tático existe fora das canchas
Quando nós ouvimos a palavra tática no esporte nossa mente (pelo menos a minha) traz a imagem de Joel Santana ou qualquer outro treinador de futebol folclórico com uma prancheta na beira do campo, para armar jogadas e buscar o resultado positivo. Se somarmos a palavra marcação, podemos ir ao basquete e o handebol, e lembrar daqueles tempos solicitados nos instantes finais para bolar estratégias de parar o ataque adversário, como Gregg Popovich fez para ficar com o título da NBA contra Lebron James.

Na Fórmula 1 o termo tática é muitas vezes usado como estratégia, com as equipes programando o melhor plano para o carro, suas paradas e, também, o uso dos pneus. Só que o que a Red Bull fez no GP de 70 anos, em Silverstone, para coroar a vitória de Max Verstappen aproxima os conceitos da modalidade com os demais esportes. Prova como a Fórmula 1 não é uma categoria a parte, uma corrida de máquinas ou um passeio por uma rodovia fechada.

Voltemos a volta 32 da prova. Seis voltas antes, Verstappen fez sua primeira parada e, pouco depois da saída dos boxes, já ultrapassou Valteri Bpttas, recuperando a liderança que havia sido perdida por conta da troca de pneus e manteve o ritmo da prova para si. O holandês voltou de compostos médios, o que indicava uma nova volta ao pit antes do término da prova.

A Mercedes tentou surpreender e antecipou a segunda parada do finlandês. Só que aí veio o show. A Red Bull notou a movimentação do time alemão e pediu para que o holandês entrasse também. Necessidade? Não havia, os pneus bons. Porém, a marcação era uma necessidade. Bottas permaneceria atrás, já que Max não voltaria a parar. Um verdadeiro espetáculo para mostrar a importância das táticas, sejam elas defensivas ou de ataques neste esporte, e para mostrar que os estrategistas da equipe austríaca não estão longe de Papai Joel ou Popovich.

Ocorreram diversos outros pontos que poderiam ser abortados pela vitória de Verstappen: o desempenho fantástico do holandês, a não pilotagem como uma vovozinha ou o fim da “fórmula Mercedes”. Entretanto, fica ressaltado este aspecto que, seja numa partida silenciosa de xadrez, nas quartas de final de uma Copa do Mundo ou em um autódromo a 300 km/h, um nó tático em seu adversário pode te dar a vitória.
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